SONETO NATIMORTO
Choro ao me ver nos versos esquecidos provindos de minh’alma, franca e pura! Melhor seria não os ver nascidos, compô-los sem registro ou escritura.
Carinhos calorosos concebidos para os sonhos de espera e de procura. Lamentos literais desconhecidos, como se fora breu em noite escura!
Talvez seja das rimas o mal feito, talvez do verso o verbo meio torto ou já não saiba mais versar direito.
Naufragado navio em frente ao porto! Retiro o meu soneto. É sem proveito. Não tem sinais de vida. É natimorto!
Odir, de passagem
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oklima |
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Publicado em 13/03/2010 às 22h36
Música: sonhos de um palhaço - Atonio Marcos