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Textos
ANJO DA GUARDA Odir, de passagem
A ajuda não vem e tanto tarda que silencia um choro de criança, enquanto o pai, em preces de esperança, um milagre dos céus ainda aguarda.
Onde estás, que não vens, anjo da guarda! Ou teu braço de santo não alcança, entre corpos cedidos à matança, um pequenino ser sob a mansarda?
Ante o silêncio, o pai se desespera cava os destroços com as mãos em chaga, reza mais forte aos céus e mais espera
pela esperança, numa espera vaga, pois eis que a morte, essa cruel megera, colhe a criança e sua vida apaga!
Oklima, 18.01.2010
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oklima |
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Publicado em 18/01/2010 às 18h57
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